escada ou andaime

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Detesto multidões e sequer faço questão de esconder, imagine só, uma infeliz tentando abrir caminho num agrupamento de homens engravatados, comunicativos e bem nutridos após comer um lanchinho que só eles ganharam. Detesto a segregação do lanchinho, se fosse cara de pau pegaria ao menos um risole, na calada.

Espero pelo sábado para il dolce far niente, o doce fazer nada, que pode ser perambular pela avenida buscando isso e aquilo, e já passou da hora de comer, não, não pega pastel, pega algo menos cretino; ou então emular um quarto de hospital, deitada de repouso, tudo ao alcance das mãos, que conveniente.

Eu não me considero uma compradora compulsiva: tudo o que compro é planejado. É que eu planejo muitas compras. E preciso de muitas coisas. E pagar por terapia não te dá um [aqui o que seu coração desejar e seu cartão puder comprar] no fim da sessão.

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Quando eu ainda não tinha idade suficiente, minha mãe – provavelmente focada em algum projeto de filho-prodígio – resolveu me ensinar a tabuada. Mais ou menos isso:

  • 2 x 3 =
  • 3 x 4 =
  • 5 x 5 =
  • 2 x 6 =

Ela me entregou uma listinha, assim, sem explicar os fundamentos da multiplicação, e toma, faz aí e me mostra.

Apesar de, em geral, interpretar as frases da forma mais literal possível, dessa vez não me atentei ao símbolo de “vezes” ser também a palavra vezes. Mas eu sabia, por ter ouvido várias vezes, que 2 x 3 é igual a 6.

Então usei a lógica para inferir as outras respostas. 2 + 3 = 5, + 1… seis. Claramente, era só somar os dois números e depois somar mais 1. Mãe ficou horrorizada; assim nasceu o homeschooling.

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Qual o melhor momento para se começar um blog?

R: Quando se tem que escrever uma dissertação.

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