Sinto o cheiro de cloro no cabelo e de sol nos meus ombros: o sol das dezessete que toca as pedras São Tomé que beiram a piscina e que revela partículas prateadas incrustadas na rocha. Grãos de quartzo.
A lâmina d’água, praticamente parada, exceto por uma leve brisa de fim de tarde, quase gelada, forma pequenas ondulações que refletem em forma de estrelas de infinitas pontas os raios do sol que ofuscam a minha visão e me obrigam a fechar um dos olhos.
Os outros foram jogar jogos de tabuleiro e eu aproveitei para ficar debruçada na toalha até sentir mais frio que calor.
Tardes de fim de verão.

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