Deixar de molho, depois de custo fixo, pode parecer um conceito contraintuitivo, como muitas coisas são, mas faz sentido depois de algum tempo, justamente como deixar de molho. Significa deixar que o universo, a natureza, a tecnologia, trabalhem por você, enquanto se retira de cena por um certo período de tempo, apenas para se retornar depois para um estado de maior eficiência, resolubilidade.

Exemplo prático: lavando a cozinha, notei uma mancha de achocolatado grudada na bancada. Com água e sabão, esfreguei um pouco e me frustrei: a mancha não saía. Larguei mão e fui lavar o resto. Retornei alguns segundos depois e a mancha saiu com extrema facilidade.
É dizer: deixar de molho é o inverso de dar murro em ponta de faca. É parar de pensar em um problema de matemática e sair para tomar um ar, apenas para voltar com a mente fresca e com a resposta correta, digo por experiência própria.

No fim das contas, deixar de molho é economizar energia. É evitar tentar resolver um problema difícil e não urgente, que às vezes se resolverá sozinho apenas com um pouco de tempo ou com alguma interferência externa (ou seja, fora de seu controle), ou até mesmo deixar a questão amadurecer, e resolvê-la posteriormente, com a cabeça descansada e tendo pensado em uma solução mais simples e elegante.

Nota da autora: deixar de molho não é a solução para todos os problemas. Em se perguntando qual a melhor coisa a se fazer em um dado contexto, deve-se lembrar de que há ferramentas diferentes para situações diferentes, cabendo ao leitor o critério da decisão.
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